As exportações do agro brasileiro somaram US$ 15,41 bilhões em março de 2026, representando 48,8% de toda a pauta exportadora do país. O resultado indica leve recuo de 0,7% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo dados oficiais do setor.
A queda foi influenciada por redução de 0,8% no volume embarcado, parcialmente compensada por uma alta de 0,1% nos preços médios. Mesmo assim, o desempenho reforça a relevância do agronegócio na balança comercial brasileira. A China manteve a liderança entre os destinos, com 36% das compras e US$ 5,57 bilhões.
Em seguida aparecem União Europeia, com US$ 2,15 bilhões, e Estados Unidos, com US$ 736 milhões. Países como Egito, México e Índia se destacaram pelo crescimento das importações de produtos brasileiros, com altas expressivas em relação ao mesmo período do ano anterior.
Exportações do agro avançam com diversificação
Além dos produtos tradicionais, itens menos representativos ganharam espaço e registraram recordes. Entre eles estão feijões secos, amendoim, óleo de milho, cerveja e chocolate, com crescimento tanto em valor quanto em volume exportado. Outros destaques incluem melancias frescas, fumo manufaturado, essências derivadas de madeira e alimentos para cães e gatos, que ampliaram a diversidade da pauta exportadora.
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, o desempenho está ligado à abertura de novos mercados. Ao longo do primeiro trimestre de 2026, o Brasil registrou 30 novas oportunidades comerciais. O avanço reforça a estratégia de diversificação e ampliação da presença do agronegócio brasileiro no comércio internacional.


