A disponibilidade da tangerina poncã aumentou significativamente em maio com o avanço da safra nas principais regiões produtoras do país. O crescimento da oferta provocou pressão negativa sobre os preços da fruta no mercado brasileiro, segundo levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o Cepea. O cenário acompanha o período tradicional de pico da colheita registrado nesta época do ano.
Até o dia 21 de maio, a caixa de 27,2 quilos da tangerina poncã foi comercializada por média de R$ 57,24. O valor representa recuo de 10,6% em comparação ao preço médio observado durante o mês de abril. Apesar da queda, pesquisadores do Cepea afirmam que a qualidade da fruta disponível no mercado permanece satisfatória na maior parte dos lotes analisados.
Tangerina poncã enfrenta impacto das chuvas
Segundo os pesquisadores, o ritmo da colheita enfrentou dificuldades recentes por causa das chuvas registradas em áreas produtoras. As precipitações prejudicaram o trabalho de campo e afetaram parte da produção colhida nas últimas semanas. Com isso, alguns lotes passaram a apresentar padrões considerados abaixo do ideal para este estágio específico da safra da tangerina poncã.
O Cepea destaca que o atual aumento da oferta segue comportamento típico do mês de maio dentro do ciclo produtivo da fruta. A tangerina poncã possui período de entressafra bem definido entre o encerramento de uma colheita e o início da próxima produção. Mesmo assim, o mercado nacional de citros atravessa mudanças graduais relacionadas à origem da fruta distribuída aos centros consumidores brasileiros.
Tradicionalmente, o abastecimento da tangerina poncã se concentra no cinturão citrícola paulista, além do Triângulo Mineiro e do Sudoeste de Minas Gerais. Atualmente, porém, produtores de Goiás e Paraná ampliaram participação no mercado nacional. Segundo o Cepea, grande parte das frutas enviadas aos centros consumidores neste momento parte desses estados e segue principalmente para unidades de embalagem instaladas em São Paulo.


