O agronegócio brasileiro ampliou as exportações ao Oriente Médio no primeiro quadrimestre de 2026, impulsionado principalmente pelas vendas de açúcar e café. O açúcar registrou crescimento de 28,74% nos embarques ao bloco entre janeiro e abril. Na Arábia Saudita, a alta alcançou 46,35%, enquanto Omã apresentou avanço de 6.332,27%, movimento considerado atípico pelo mercado exportador brasileiro diante do forte aumento da demanda local.
O café também apresentou desempenho expressivo no período. As exportações cresceram 58,50%, com receita de US$ 64,67 milhões. Segundo dados do setor, o avanço indica um processo de recomposição de estoques, principalmente nos Emirados Árabes Unidos e em Omã. O cenário reforça o aumento da demanda regional por commodities agrícolas brasileiras em meio à dependência crescente de importações para abastecimento interno.
Agronegócio brasileiro mantém força no mercado árabe
A carne bovina brasileira também encerrou o quadrimestre com resultado positivo. As vendas externas cresceram 28,77% no acumulado do período. Apesar disso, os números registrados em abril acenderam sinal de atenção entre exportadores, já que as receitas apresentaram queda de 46,90% em relação ao mês de março. O movimento passou a ser monitorado pelo setor diante da possibilidade de desaceleração nos próximos meses.
Outro produto que mostrou recuperação recente foi o milho. Após registrar embarques quase inexistentes em março, o cereal somou US$ 11,80 milhões em exportações em abril. O resultado indica retomada parcial das vendas externas do produto brasileiro ao mercado árabe, ainda que os volumes permaneçam abaixo dos níveis observados em períodos anteriores pelo agronegócio nacional.
O Oriente Médio é considerado parceiro estratégico para o agronegócio brasileiro por causa da forte dependência da região em relação à importação de alimentos e commodities agrícolas. Países do bloco mantêm demanda elevada por açúcar, carnes, café e grãos produzidos no Brasil. O desempenho das exportações no primeiro quadrimestre reforçou a importância comercial da região para produtores e empresas exportadoras brasileiras.


