MERCADO

Suíno vivo recua em outubro após pico em setembro e preocupa setor

Valor do quilo do animal recuou até 2,9% no mês; Cepea aponta baixa demanda e concorrência com boi e frango como principais fatores

Suíno vivo
Suíno vivo acumula queda de até 2,9% em outubro, diz Cepea (foto: Reprodução/Internet)

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O preço do suíno vivo voltou a cair em outubro após alcançar a cotação máxima do ano em setembro, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Nesta quarta-feira (29/10), o indicador Cepea/Esalq apontou o quilo do animal vivo a R$ 8,33 no Paraná, queda de 2,91% no mês. No Rio Grande do Sul, o valor estava em R$ 8,29, recuo de 1,31% desde o início do mês.

De acordo com o Cepea, o movimento de baixa está ligado principalmente à demanda interna enfraquecida, especialmente na segunda quinzena de outubro. A procura mais contida dos frigoríficos por novos lotes para abate está associada à maior competitividade com outras proteínas, como carne bovina e frango, que pressionam o consumo da carne suína.

Expectativa para novembro divide o setor

Para o mês de novembro, parte dos agentes consultados pelo Cepea acredita em possível retomada nos preços, impulsionada por menor oferta no mercado interno e pelo aquecimento tradicional da demanda no fim do ano, especialmente com a chegada das festas.

No entanto, há receio por parte de outros produtores de que os valores elevados registrados em setembro ainda estejam sendo repassados ao varejo, o que pode limitar o consumo e reduzir a rentabilidade para o setor. A leitura é que o equilíbrio entre oferta, preço final e poder de compra do consumidor será determinante para os próximos movimentos de mercado.

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