A formação de um ciclone extratropical associada ao avanço de uma frente fria deve provocar mudanças no clima em diversas regiões do Brasil nos próximos dias. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o sistema é considerado mais intenso que o habitual para esta época do ano e tende a aumentar as chuvas e reduzir as temperaturas, principalmente no Sul e no Sudeste.
O avanço da frente fria começa pelo Sul do país no início do fim de semana. A previsão indica aumento da nebulosidade e pancadas de chuva, que podem ocorrer com intensidade moderada a forte em vários pontos. Em algumas áreas, as precipitações devem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento.
O ciclone extratropical levou o Inmet a emitir alerta para ventos costeiros em todo o litoral da Região Sul. As rajadas podem ultrapassar 80 km/h e deixar o mar mais agitado. Com a passagem do sistema, uma massa de ar frio avança e provoca queda nas temperaturas, com máximas abaixo de 25 °C nas capitais da região.
No Sudeste, a frente fria deve reforçar as instabilidades a partir de domingo (8). São Paulo, Rio de Janeiro e o centro-sul de Minas Gerais podem registrar pancadas fortes e acumulados significativos. Em alguns pontos, o volume de chuva pode alcançar 100 milímetros.
Ciclone extratropical amplia instabilidade no país
A previsão aponta maior atenção para o litoral paulista, para o estado do Rio de Janeiro e para a Zona da Mata mineira, onde os volumes podem ser mais elevados. Além da chuva, a entrada de ar frio mantém as temperaturas mais amenas, com máximas abaixo de 27 °C em diversas cidades.
Parte da umidade associada à frente fria também chega ao Centro-Oeste. Embora o ar frio não avance com a mesma intensidade, a atmosfera mais carregada favorece pancadas de chuva e temporais isolados em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e no interior de Goiás.
No Nordeste, as instabilidades seguem associadas à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). A previsão indica pancadas mais intensas no Maranhão, no Piauí e no oeste da Bahia. Já na Região Norte, o chamado inverno amazônico mantém o padrão de chuvas frequentes, com volumes elevados no Amazonas, no Acre e no norte do Pará, mesmo com temperaturas acima de 33 °C.


