ALERTA

El Niño deve voltar em 2026 com risco de temporais e ondas de calor

Projeções indicam aquecimento do Pacífico a partir de maio, com impacto desigual nas regiões brasileiras e maior risco de eventos extremos no segundo semestre

Vista do Centro Administrativo de Minas Gerais e do Mineirão sob céu nublado em Belo Horizonte antes de chuva
El Niño pode se estabelecer a partir de maio de 2026 (foto: Reprodução/Internet)

Compartilhe:

O fenômeno El Niño deve retornar em 2026 e já preocupa meteorologistas. Projeções indicam que o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial pode se consolidar a partir de maio, com tendência de intensificação nos meses seguintes. A expectativa é de alteração significativa no padrão climático de diversas regiões do Brasil, com aumento no risco de eventos extremos.

De acordo com análises da Climatempo, o novo episódio do El Niño pode ter intensidade entre moderada e forte, semelhante ao registrado em 2023. O cenário favorece temporais mais severos e ondas de calor prolongadas, sobretudo em áreas do interior do país. Modelos internacionais apontam maior probabilidade de consolidação do fenômeno entre o fim do inverno e o início da primavera.

Segundo o meteorologista Vinicius Lucyrio, os sinais indicam desenvolvimento acelerado do fenômeno climático. Dados divulgados pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) reforçam a possibilidade de um evento consistente no segundo semestre. Historicamente, o auge do El Niño ocorre entre novembro e janeiro, período associado a maior instabilidade atmosférica e elevação das temperaturas globais.

Impactos do El Niño no Brasil

No território brasileiro, os efeitos tendem a ocorrer de forma desigual. A Região Sul deve enfrentar inverno mais nublado e chuvoso, com risco elevado de enchentes e temporais organizados. Em contraste, áreas da Amazônia, do Nordeste e parte do Brasil Central podem registrar irregularidade nas chuvas e intervalos prolongados de calor e tempo seco.

Além disso, a atuação das massas de ar frio deve ser mais restrita em 2026, concentrada principalmente entre maio e junho. A partir de julho, com o fortalecimento do El Niño, a tendência é de redução dessas incursões, abrindo espaço para extremos de temperatura no fim do inverno e ao longo da primavera.

Na Região Norte, as projeções indicam cheia mais expressiva dos rios amazônicos, seguida por vazante intensa. Embora ainda não seja possível estimar impactos diretos na navegação, especialistas alertam para a possibilidade de estiagem prolongada e calor elevado após o período de cheia, ampliando os desafios climáticos ao longo do ano.

Compartilhe:

O Notícias do Agro utiliza cookies para melhorar a sua experiência.