A Tyson Foods, gigante norte-americana do setor de carnes, reportou um lucro líquido atribuído aos acionistas de US$ 85 milhões no primeiro trimestre fiscal de 2026, encerrado em 27 de dezembro. O valor representa uma queda de 76% em relação aos US$ 359 milhões registrados no mesmo período do ano anterior, conforme divulgado no balanço financeiro da companhia.
Apesar do recuo expressivo no lucro, a receita total cresceu 5,06% no comparativo anual, atingindo US$ 14,3 bilhões. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas divisões de alimentos preparados e frango. A empresa atribui o resultado negativo ao desempenho fraco no segmento de carne bovina, que registrou prejuízo de US$ 319 milhões, ante US$ 26 milhões no ano anterior.
Donnie King, presidente e CEO da Tyson Foods, destacou que o segmento de alimentos preparados apresentou crescimento tanto em receita quanto em lucro, enquanto o de frango teve o quinto trimestre consecutivo de aumento de volume. O lucro operacional da área de alimentos preparados foi de US$ 322 milhões, alta de 8,4%, enquanto a divisão de frango teve leve recuo de 2,17%, com resultado de US$ 450 milhões.
A empresa afirmou que a margem operacional da divisão de frango segue forte, em 10,7%. Já a carne bovina enfrenta margens negativas nos Estados Unidos e deve continuar pressionando os resultados nos próximos trimestres. A Tyson estima prejuízo operacional ajustado entre US$ 500 milhões e US$ 250 milhões para o segmento bovino no ano fiscal de 2026.
De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), citados pela empresa, a produção americana de carne bovina deve cair cerca de 2% em 2026. Por outro lado, a produção de frango deve crescer 1%, e a Tyson prevê um lucro operacional ajustado entre US$ 1,65 bilhão e US$ 1,90 bilhão no segmento.
No caso dos alimentos preparados, a previsão da Tyson é de lucro operacional ajustado entre US$ 1,25 bilhão e US$ 1,35 bilhão no ano fiscal. Apesar das dificuldades, King se mostrou otimista: “Estou otimista com o progresso que alcançamos e confiante de que impulsionaremos melhorias contínuas em todos os aspectos controláveis do nosso negócio no ano fiscal de 2026”, afirmou. A expectativa é de aumento de 2% a 4% nas vendas em relação a 2025.


