LEITE EM PÓ

Santa Catarina cria lei para proteger produtores de leite

Nova lei sancionada por Jorginho Mello visa frear importações da Argentina e do Uruguai e fortalecer a produção leiteira regional

Leite em pó branco em close sobre superfície com colher de madeira ilustrando produto lácteo industrializado
Nova lei proíbe venda de leite fluido feito com leite em pó importado (foto: Reprodução/Internet)

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O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, sancionou nesta semana uma lei que proíbe a comercialização de leite fluido obtido a partir da reconstituição de leite em pó importado. A medida segue o modelo adotado pelo Paraná em dezembro de 2025 e tenta conter a entrada de derivados lácteos da Argentina e do Uruguai no mercado interno.

A legislação impede que indústrias de laticínios e empresas do setor alimentício utilizem o leite em pó importado para produzir leite líquido destinado ao consumo humano. O objetivo é proteger os produtores catarinenses da concorrência com países vizinhos, que intensificam as exportações de lácteos ao Brasil nos últimos anos.

Em nota oficial, o governo estadual afirmou que a lei busca “manter mais equilíbrio ao mercado, fortalecer a economia regional, produção local e contribuir para a manutenção no meio rural”. Jorginho Mello declarou que a medida é essencial para “combater a concorrência desleal e garantir mais segurança econômica para milhares de famílias do meio rural”.

Santa Catarina ocupa a quarta posição entre os maiores produtores de leite do país. Em 2024, o Estado registrou produção de 3,3 bilhões de litros, o equivalente a 9% da produção nacional, distribuída entre mais de 24,5 mil produtores ativos. A expectativa é que a nova lei ajude a preservar esse desempenho diante do avanço de produtos externos.

Para o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária em exercício, Admir Dalla Cort, a nova legislação incentiva diretamente a cadeia leiteira regional. “Essa medida irá incentivar o consumo de leite produzido pelos produtores e laticínios de Santa Catarina. É mais uma ação importante para ampliarmos as condições de permanência na atividade e valorizar toda a cadeia produtiva”, afirmou.

Mesmo com uma leve retração de 6,1% nas importações de lácteos em 2025, o Brasil registrou entrada de 2,15 bilhões de litros equivalentes, volume que representa cerca de 8% do consumo interno. Argentina e Uruguai continuam sendo as principais origens dos produtos, motivo pelo qual a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) solicitou ao governo federal a abertura de investigações e a adoção de barreiras comerciais.

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