EXPANSÃO

Piracanjuba compra Básel Lácteos e entra no mercado de queijos finos

Aquisição fortalece presença da empresa no setor de laticínios de alto valor agregado e amplia atuação nacional

Logotipos do Grupo Piracanjuba e da Basel Lácteos exibidos lado a lado em fundo branco em contexto empresarial do setor de laticínios
Piracanjuba adquire a mineira Básel Lácteos, especializada em queijos nobres (foto: Reprodução/Internet)

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O Grupo Piracanjuba deu um passo estratégico para reforçar sua presença no segmento de laticínios de alto valor agregado. A empresa anunciou nesta quinta-feira (22) a aquisição da Básel Lácteos, tradicional fabricante mineira de queijos finos com sede em Antônio Carlos (MG), na Serra da Mantiqueira.

Com o fechamento da transação, a Piracanjuba amplia para dez o número de unidades industriais no país e faz sua estreia no mercado de queijos nobres, uma categoria em franca expansão e com consumidores dispostos a pagar mais por qualidade, tradição e sabor diferenciado.

Queijos premium com tradição artesanal

A Básel é reconhecida nacionalmente pela fabricação de queijos especiais como Emmental, Gruyère, Maasdam e Gouda. O diferencial da empresa está na qualidade do leite, proveniente de uma região de clima de altitude e pastagens naturais, que influenciam diretamente o sabor e a consistência dos produtos.

Segundo o comunicado oficial, a escolha pela unidade mineira leva em conta o “potencial técnico e sensorial” do terroir da Serra da Mantiqueira, uma das regiões mais valorizadas do país para a produção de leite de excelência. Atualmente, a distribuição da Básel está concentrada no Rio de Janeiro, mas a Piracanjuba pretende nacionalizar a presença da marca. Os queijos devem ser integrados ao portfólio e comercializados em todo o país com a marca Piracanjuba.

O presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo, afirmou que o foco inicial da operação será manter a continuidade dos negócios da Básel. “Nossa prioridade é preservar o que a Básel construiu até aqui. Para o futuro, a expectativa é ampliar gradualmente o portfólio e a capacidade produtiva da planta”, disse.

A unidade mineira conta com cerca de 100 colaboradores, que serão mantidos na operação. Os fornecedores de leite também serão preservados, e todos deverão passar por visitas técnicas para alinhar o modelo de fornecimento e garantir a transição harmoniosamente.

Apesar do anúncio da aquisição, a consolidação definitiva do negócio depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que avaliará os impactos concorrenciais da fusão no setor de laticínios. Enquanto o aval não é concedido, as empresas continuarão operando de forma autônoma e independente, conforme exigido pelas regras regulatórias.

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