O agro do Paraná apresentou crescimento em diferentes cadeias produtivas, segundo o novo Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta quinta-feira (19). O levantamento destaca desde atividades menos tradicionais, como a criação de coelhos, até setores consolidados, como grãos, carnes e hortaliças.
Na cunicultura, o estado mantém posição de destaque nacional. Em 2024, a atividade gerou renda bruta de R$ 1,815 milhão, com um plantel de 24.170 animais e produção de 145.660 quilos de carne. Foz do Iguaçu lidera o rebanho, com 17 mil cabeças, seguida por Francisco Beltrão e Salgado Filho.
O boletim também aponta crescimento nas exportações de carne de coelho, que avançaram 145,5% em 2025. Já a coturnicultura segue em expansão no país, com efetivo de 15,468 milhões de aves em 2024 e Valor Bruto da Produção de R$ 600,7 milhões. Na olericultura, o Paraná registrou produção de 2,9 milhões de toneladas e VBP de R$ 7,1 bilhões em 2024. As hortaliças tuberosas lideram em área cultivada e participação no valor gerado, enquanto o tomate se destaca pelo maior preço médio por quilo.
Agro do Paraná avança em carnes e grãos
Na pecuária, o abate de bovinos cresceu 11,8% em 2025, alcançando 1,64 milhão de cabeças, com peso médio de 255 quilos por animal. No setor de frango, o custo de produção ficou em R$ 4,72 por quilo em fevereiro, equivalente ao preço médio recebido pelos produtores.
O boletim também acompanha a safra 2025/26. A colheita da soja atingiu 70% da área estimada de 5,77 milhões de hectares, ritmo abaixo de anos anteriores. O milho de primeira safra chegou a 83% da área colhida, enquanto o plantio da segunda safra alcança o mesmo percentual.
Já o feijão da primeira safra está totalmente colhido, e a segunda safra foi integralmente semeada. O cenário indica continuidade da produção agrícola no estado, com diferentes cadeias contribuindo para o desempenho do agronegócio paranaense.


