A MBRF anunciou investimento de R$ 1 bilhão no Paraná para ampliar a produção de frango e fortalecer sua base de produtores integrados. O estado lidera a produção e exportação da proteína no Brasil e concentra parte relevante da estratégia de crescimento da companhia.
Os aportes têm como objetivo expandir a capacidade industrial e impulsionar as exportações, especialmente para a União Europeia e a China. O mercado europeu foi reaberto no fim de 2025, após restrições impostas desde 2018, o que ampliou as oportunidades comerciais para o setor.
Do total anunciado, R$ 300 milhões serão destinados ao Fundo de Investimento Agrícola do Paraná (FIDC Paraná), que contará com R$ 375 milhões, considerando também R$ 75 milhões do governo estadual. Os recursos serão aplicados na construção de novas granjas e na modernização de aviários existentes.
Outros R$ 700 milhões serão direcionados às sete unidades industriais da empresa no estado. Parte do investimento será usada para ampliar a capacidade produtiva de quatro plantas, incluindo a unidade de Francisco Beltrão, voltada à produção de perus.
MBRF aposta no Paraná para expandir exportações
A planta de Francisco Beltrão passará por adequações e ganhará um segundo turno, com foco na exportação de peito de peru para o mercado europeu. “Estamos basicamente dobrando a produção nessa unidade”, afirmou o vice-presidente de finanças da MBRF, José Ignacio Scoseria.
“Dada a relevância do Paraná para a produção de frango, é natural que um valor relevante do nosso pipeline de investimentos seja destinado para crescer e aumentar eficiência no Estado”, disse o executivo. “Estamos priorizando projetos que ou têm valor agregado relevante ou trazem acesso a mercados, enquanto os integrados permitirão atender o futuro crescimento da companhia”, acrescentou para o Globo Rural.
O investimento conta com apoio do governo do Paraná por meio do programa Paraná Competitivo, que acelera a liberação de créditos de ICMS. Em 2025, o estado respondeu por 42% das exportações brasileiras de carne de frango e por 39% da produção nacional.


