A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou nesta quarta-feira (19), em duas votações, a criação de um sistema estadual de rastreabilidade socioambiental para o rebanho bovino e bubalino. O novo mecanismo vai monitorar toda a cadeia da carne no estado, desde o nascimento dos animais até o abate, com critérios voltados à comprovação da origem e das condições de produção nas propriedades rurais.
A política estadual foi elaborada pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), em parceria com o governo de Mato Grosso e representantes do setor produtivo. A implantação será feita de forma escalonada a partir de janeiro de 2026. O texto da lei prevê suporte técnico para propriedades de diferentes portes, com foco na inclusão gradual de produtores no sistema de rastreio.
Entre os principais objetivos da iniciativa estão o monitoramento contínuo das propriedades, a comprovação de regularidade socioambiental e o estímulo à formação de parcerias entre os setores público e privado. A lei também busca ampliar o acesso dos produtores a mercados que exigem rastreabilidade e padronizar critérios para garantir competitividade entre os participantes da cadeia.
Segundo o Imac, a nova legislação atende a exigências impostas por compradores internacionais, especialmente da Europa e da Ásia. Esses mercados adotam regras mais rígidas sobre a origem da carne e exigem comprovação de práticas de produção sem desmatamento. “A expectativa é que com a aprovação e tornando-se uma política pública, o programa ganhe velocidade”, disse Caio Penido, presidente do instituto.


