QUEDA

Trigo, soja e milho caem com pressão do dólar

Valorização da moeda americana, clima favorável e oferta elevada pressionam cotações das commodities agrícolas

Grãos de soja armazenados a granel em imagem sobre produção e estoque da safra agrícola no Brasil
Trigo caiu 1,64% e fechou a US$ 5,98/bushel e soja recuou com grande oferta brasileira (foto: Reprodução/Internet)

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Os preços do trigo em Chicago registraram queda nesta sessão, pressionados pela valorização do dólar e pela realização de lucros por fundos de investimento. O contrato com vencimento em maio recuou 1,64% e fechou cotado a US$ 5,980 por bushel, segundo dados do mercado.

De acordo com a consultoria Granar, o fortalecimento da moeda americana frente ao euro reduz a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, o que contribui para a queda das cotações. O movimento também reflete ajustes técnicos após ganhos recentes.

Outro fator que influencia o mercado é o clima. Previsões indicam chuvas mais constantes em regiões produtoras, o que melhora as perspectivas para as lavouras. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve em 21% e 55% as áreas de trigo de primavera e inverno afetadas por seca em 2025. No cenário geopolítico, ataques na região do Mar Negro danificaram dois navios que transportavam grãos ucranianos. As tensões geram incertezas no comércio global e impactam o comportamento dos preços.

Trigo em Chicago acompanha queda de soja e milho

A soja também fechou em baixa na bolsa de Chicago. O contrato para maio recuou 0,51%, cotado a US$ 11,625 por bushel. Segundo a Granar, a grande oferta brasileira no mercado internacional e a baixa probabilidade de compras chinesas de soja americana limitam a recuperação dos preços. Já o milho registrou queda de 0,79%, com o contrato de maio cotado a US$ 4,660 por bushel.

O movimento foi influenciado pela realização de lucros após altas nas sessões anteriores e pelo aumento das vendas por agricultores dos Estados Unidos. Apesar das quedas, o mercado segue atento ao cenário internacional e à demanda global, fatores que continuam influenciando as cotações das principais commodities agrícolas.

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