CRISE LOGÍSTICA

Brasil dribla crise e cria nova rota para exportações do agro

Uso de portos na Turquia evita passagem pelo Estreito de Ormuz e garante fluxo de carnes e grãos em meio à tensão internacional

Navio cargueiro com contêineres sendo operado por guindastes em porto em imagem sobre exportação e logística marítima
Brasil adota rota alternativa via Turquia (foto: Reprodução/Internet)

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O Brasil passou a adotar rotas alternativas para manter as exportações do agro diante do fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio. A medida busca garantir o fluxo de produtos como carnes de frango, bovina e grãos, especialmente soja, que seguem para mercados da Ásia e da região do Golfo.

A estratégia envolve o uso da estrutura portuária da Turquia como ponto logístico. Com isso, as cargas brasileiras podem atravessar o território turco ou permanecer armazenadas temporariamente até o embarque final, evitando a passagem por áreas afetadas pelo conflito.

Para viabilizar a operação, o governo brasileiro negociou ajustes diplomáticos com autoridades turcas. A principal mudança foi a adoção de um Certificado Veterinário Sanitário específico, exigido para produtos de origem animal durante o trânsito ou armazenamento no país.

Segundo o governo, a iniciativa amplia a previsibilidade e a segurança das exportações do agro em um cenário de instabilidade internacional. A rota já era utilizada por algumas empresas, mas ganhou relevância com o agravamento das tensões no Oriente Médio.

Exportações do agro enfrentam risco global

O bloqueio do Estreito de Ormuz também levanta preocupações sobre a importação de insumos essenciais. O Brasil depende de cerca de 85% de fertilizantes importados, e até 30% do comércio global desses produtos passa pela região. Especialistas alertam que uma interrupção prolongada pode provocar desabastecimento e aumento dos custos de produção agrícola.

A região é considerada estratégica para o comércio internacional, conectando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Diante desse cenário, o governo brasileiro afirma que seguirá monitorando as rotas internacionais para garantir a continuidade das exportações do agro e reduzir riscos ao abastecimento e à produção no país.

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