COMMODITIES EM ALTA

Alta do petróleo impulsiona açúcar, cacau e café em Nova York

Escalada da guerra no Irã eleva petróleo e gera volatilidade nas commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York

Óleo escorre de tubo metálico enferrujado em imagem sobre vazamento e risco de poluição ambiental
Petróleo WTI subiu mais de 11% no dia (foto: Reprodução/Internet)

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A disparada do petróleo impulsionou as commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York nesta sexta-feira (6). O petróleo WTI avançou mais de 11% no dia e atingiu o maior nível em cerca de dois anos. O movimento elevou a volatilidade nos mercados futuros e levou investidores a recompor posições, especialmente em contratos de açúcar, cacau e café.

Segundo análise do Barchart, a escalada da guerra no Irã motivou um movimento de cobertura de posições vendidas. Investidores também monitoram possíveis impactos logísticos no Estreito de Ormuz, uma das rotas estratégicas do comércio global. Eventuais restrições na passagem podem elevar custos de frete, seguros marítimos e combustíveis.

Na bolsa de Nova York, o contrato futuro do açúcar com vencimento em maio fechou cotado a US$ 14,10 centavos por libra-peso, alta de 2,77%. O Barchart destaca que a valorização do petróleo tende a fortalecer os preços do etanol, o que pode incentivar usinas a direcionar maior volume de cana para o biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar no mercado internacional.

O cacau registrou a maior alta do dia. O contrato para entrega em maio terminou a sessão cotado a US$ 3.230 por tonelada, avanço de 5,73%. Segundo analistas, as cotações atingiram o maior patamar em cerca de uma semana e meia, impulsionadas por preocupações com o comércio marítimo e o encarecimento do transporte internacional.

Petróleo influencia mercado de commodities

No mercado de café, o contrato futuro do arábica para maio encerrou cotado a US$ 2,933 por libra-peso, com alta de 1,56%. O movimento ocorreu mesmo após a divulgação de dados de exportação do Brasil. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques brasileiros de café somaram 142 mil toneladas em fevereiro, queda de 17,4% frente ao mesmo período do ano passado.

O Barchart destacou que os preços reagiram às preocupações com possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre a navegação internacional. A instabilidade no Estreito de Ormuz pode elevar custos logísticos e pressionar importadores e torrefadores. Já o algodão teve variação mais moderada. O contrato com vencimento em maio fechou cotado a US$ 64,04 por libra-peso, com recuo de 0,19% na sessão.

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