Rebanho americano volta a crescer

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O rebanho bovino dos Estados Unidos volta a aumentar e já soma 94,4 milhões de cabeças de gado. É o maior número em nove anos.

É um novo ciclo da pecuária, conforme mostram os dados do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O rebanho dos Estados Unidos vem crescendo desde 2014, quando estava em 88,5 milhões de animais. Apesar disso, o número atual está bem distante do de 1975, quando o país tinha 132 milhões de cabeças de gado.

Nos períodos de queda do rebanho, como em 2014, sofre mais o consumidor, devido à elevação dos preços da carne, do que o pecuarista.

De 2008 a 2016, o governo americano injetou US$ 7,2 bilhões em programas de indenizações no setor para compensar condições ambientais severas, problemas de saúde animal e elevação de custos.

A lista das indenizações é grande e vai da ocorrência de seca, nevasca, tornados, furacões a ataques de animais selvagens ao rebanho —principalmente os protegidos pelo governo, como os lobos.

No Brasil, a Operação Carne Fraca da Polícia Federal fez a arroba do boi gordo despencar de R$ 150 para R$ 130 em poucos meses, ocasionando forte perda de receitas para os produtores.

O valor destinado pelo governo americano para indenizações ao setor superou o total das exportações brasileiras do ano passado, que, em ano recorde, ficaram em US$ 6,3 bilhões, conforme dados da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).

O governo dos EUA tem três programas básicos de auxílio ao setor. O mais importante, o LFP (Livestock Disaster Forage Program), remunera produtores que, devido a problemas climáticos, têm perdas de pastagens. Devido à seca de 2013 e 2014, a indenização atingiu US$ 6,8 bilhões de 2008 a 2016.

O LIP (Livestock Indemnity Program) beneficia pecuaristas que tiveram mortalidade de gado acima do normal na fazenda. A mortalidade pode ocorrer por clima, doença e ataques de animais selvagens. A distribuição foi de US$ 313 milhões nos nove anos analisados.

O terceiro programa, o Elap (uma assistência emergencial) inclui ajuda não apenas ao rebanho, mas também aos produtores de mel e de peixe. De 2008 a 2016 foram destinados US$ 113 milhões ao programa.

Venda de máquinas agrícolas cai, mas produção sobe

As indústrias de máquinas agrícolas apostam nas vendas para os próximos meses. A safra deste ano, ao contrário do que se previa antes, não cai tanto e poderá ficar próxima à anterior, que foi recorde.

A produção de máquinas subiu 19% no mês passado, em relação a janeiro de 2017. As indústrias produziram 51% mais colheitadeiras e 3% mais tratores de roda.

Já as vendas deste ano começaram em ritmo lento. Dados divulgados nesta terça-feira (6) pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) apontam retração de 39% no setor. A maior queda fica com tratores, cujas vendas caíram 46% no mês passado, em relação a igual período de 2017.

As vendas de colheitadeiras recuaram para 270 unidades, 29% menos do que em janeiro do ano passado.

Inflação do campo – Os preços dos alimentos no atacado, que estavam em alta em dezembro, caíram 0,52% em janeiro. Em dezembro, a alta tinha sido de 0,81%.

Tomate – Os dados são do IGP-DI, da FGV, e apontam o tomate como uma das principais elevações do setor. Entre as quedas no atacado estão soja, carne bovina, ovos, leite e aves.

Muita asinha – Os americanos comeram pelo menos 1,35 bilhão de asinhas de frango no final de semana do Super  Bowl, a final da temporada do futebol nos Estados Unidos, segundo estimativas do National Chicken Council. Esse número supera em 20 milhões o de 2017.

Muita asinha 2 – Em um concurso paralelo ao evento, o participante vencedor comeu 501 asinhas em 30 minutos. Se a moda pega na China, vai faltar frango no mercado.

Fonte: Folha SP – Foto meramente ilustrativa

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