Absorção de Macronutrientes pela Soja em Função da Correção do Solo

Absorção Foto: Reprodução

Flávio Henrique Silva1, Leandro Bortolon2, Emerson Borghi2, Elisandra Solange Oliveira Bortolon2, Francelino Peteno de Camargo2, Margarete Nicolodi3, Clesio Gianello3, Osvaldo José Ferreira Júnior4, Rubens Ribeiro da Silva4, Alan de Ornelas Lima1, Jéssica Pereira de Sousa1, Rose Pamella de Pádua1.

Católica do Tocantins, Palmas-TO; flaviohenrique.orgnl@gmail.com; Embrapa Pesca e Aquicultura, Palmas- TO; UFRGS, Porto Alegre –RS; UFT, Gurupi -TO.

A cultura da soja tem crescido substancialmente no Tocantins e a expansão está sendo feita, principalmente, em áreas de pastagens degradadas. Nesse sentido, a técnica de sobressemeadura de forrageiras na soja permite implantar o sistema plantio direto bem como otimizar o uso da forragem no período seco.

A formação do perfil do solo com calcário e gesso no manejo da fertilidade do solo, visa, principalmente, aumentar a disponibilidade de nutrientes e melhorar o ambiente radicular. Neste contexto, o objetivo desse estudo foi avaliar a influência da sobressemeadura e da correção do solo nos teores de nutrientes da soja.

Foi utilizado um experimento objetivando longa duração, implantado em 2012 e avaliado na safra 2013/2014, na fazenda experimental da Universidade Federal do Tocantins (UFT) em Gurupi- TO. O solo utilizado foi classificado como Latossolo Amarelo distrófico de textura média, cujas características químicas iniciais do experimento foram: pH em CaCl2 = 3,98; P = 1,09 mg dm-3; K = 32,0 mg dm-3; Cu = 0,90 mg dm-3; Zn = 0,30 mg dm-3; Mn = 12,20 mg dm-3; Ca = 0,17 cmolc dm-3; Mg = 0,06 cmolc dm-3; Al = 0,75 cmolc dm-3; H+Al = 4,34 cmolc dm-3; t = 1,06 cmolc dm-3; T = 4,65 cmolc dm-3; m = 70,75%; V = 6,71%; M.O. = 15,40 g dm-3; Areia = 690 g dm-3; Silte = 100 g dm-3 e Argila = 210 g dm-3.

A cultivar de soja utilizada foi SYN 1279 RR. Calcário e gesso, fósforo e potássio foram aplicados conforme as recomendações de correção e adubação para cerrado. O delineamento utilizado foi de blocos casualizados com 4 repetições em esquema fatorial 7 x 2, sendo 7 consórcios com a soja incluindo 5 espécies forrageiras: (Urochloa brizantha cv. Marandu; Urochloa ruziziensisPanicum maximum cv. Mombaça; Panicum infestans cv. Massai; Pennisetum americanumPennisetum americanum em sobressemeadura na cultura da soja (R5) e cultivo de soja tradicional, antecedida de pousio de inverno, em 2 tipos de manejo de correção do solo: com calcário e gesso; sem calcário e gesso.

Foi avaliada a absorção de nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S) na folha diagnóstica da soja em R2. Os dados foram submetidos à análise de variância, e as médias comparadas pelo teste de Tukey (p<0,05). Os teores de P e Ca foram maiores onde foi feita a aplicação de calcário e gesso. Não houve diferença estatística para os demais nutrientes. Entre as forrageiras não houve diferença significativa. A correção do solo com calcário e gesso, aumentou o rendimento de 2191,94 kg ha-1 para 3049,49 kg há-1.

Palavras-chave: ILP, cerrado, Glycine max.

Apoio financeiro: CNPq

https://www.bdpa.cnptia.embrapa.br/consulta/busca?b=ad&busca=plantas%20forrageiras&qFacets=plantas%20forrageiras&biblioteca=vazio&sort=ano-publicacao&paginacao=t&paginaAtual=1

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